
Motivada pela leitura do último texto do blog Maçãs Podres, vou discorrer hoje a propósito da actual campanha para a eleição da presidência da república brasileira, referindo de passagem as próximas eleições legislativas em Portugal. Este texto vem a propósito da tendência de alguns sectores da esquerda que apelam para que não se vote com o argumento de que mesmo a candidata mais à esquerda não o é suficientemente.
Acontece que, por vezes, pessoas, desiludidas com a esquerda e suas promessas não cumpridas, feridas com as contradições entre o ideal e a prática, angustiadas com a experiencia de governantes que afinal também se revelam corruptos, resolvem não votar ou votar em candidatos da direita. Quando isto acontece, poderia dizer-se que procedem como aquele tolo da história que, chateado porque lhe roubaram os sapatos, resolveu cortar as pernas. E a experiência em breve mostra a essas pessoas o erro que cometeram, mas então já é tarde e não tem volta.
O facto é que se pessoas cujas intenções e princípios nos parecem mais correctos nos desiludem o que é que temos a esperar de outras cujas intenções e princípios logo à partida nos parecem incorrectos, será que acreditamos em milagres?! Partidos ou candidatos democratas com ideias progressistas e partidos ou candidatos conservadores com ideias reaccionárias não são tudo a mesma coisa, não são o mesmo, confundir é arriscar-se a ser surpreendido desagradavelmente pela dura realidade.
Em relação a Portugal, entre um partido socialista que governou sem brilho nem sucesso, com vários escândalos à mistura, mas que mesmo assim, conseguiu a descriminalização do aborto, legitimou a união entre pessoas do mesmo sexo, garantiu o rendimento de inserção social, alargou a escolaridade a camadas da população antes marginalizadas, legitimou o divórcio sem culpa, e um outro que, expectavelmente, se tivesse estado no governo, nada disso teria feito, porque se mostrou sempre avesso a esses avanços, eu não tenho qualquer dúvida. E você, que se diz de esquerda, o que vai fazer, vai procurar os sapatos ou prefere cortar as pernas?
Também nos Estados Unidos, no início da década de oitenta do século passado muitas pessoas de esquerda, liberais e progressistas, desiludidas com os democratas e desconfiadas de um candidata pífio, o evangélico Jimmy Carter, não só não se envolveram na campanha presidencial nem tentaram influenciar a opinião pública como resolveram não votar e o resultado foi a ascensão do execrável Ronald Reagan que esteve oito anos no poder e que procurou por todos os meios destruir as conquistas obtidas com tanto esforço nas décadas anteriores, alem de que criou condições para a direita religiosa fundamentalista se instalar nos bastidores do poder.
Por isso, hoje, o meu apelo é para que se vote em Dilma Rousseff, a candidata que oferece melhores garantias de governar promovendo medidas progressista que irão permitir avanços significativos
Acontece que, por vezes, pessoas, desiludidas com a esquerda e suas promessas não cumpridas, feridas com as contradições entre o ideal e a prática, angustiadas com a experiencia de governantes que afinal também se revelam corruptos, resolvem não votar ou votar em candidatos da direita. Quando isto acontece, poderia dizer-se que procedem como aquele tolo da história que, chateado porque lhe roubaram os sapatos, resolveu cortar as pernas. E a experiência em breve mostra a essas pessoas o erro que cometeram, mas então já é tarde e não tem volta.
O facto é que se pessoas cujas intenções e princípios nos parecem mais correctos nos desiludem o que é que temos a esperar de outras cujas intenções e princípios logo à partida nos parecem incorrectos, será que acreditamos em milagres?! Partidos ou candidatos democratas com ideias progressistas e partidos ou candidatos conservadores com ideias reaccionárias não são tudo a mesma coisa, não são o mesmo, confundir é arriscar-se a ser surpreendido desagradavelmente pela dura realidade.
Em relação a Portugal, entre um partido socialista que governou sem brilho nem sucesso, com vários escândalos à mistura, mas que mesmo assim, conseguiu a descriminalização do aborto, legitimou a união entre pessoas do mesmo sexo, garantiu o rendimento de inserção social, alargou a escolaridade a camadas da população antes marginalizadas, legitimou o divórcio sem culpa, e um outro que, expectavelmente, se tivesse estado no governo, nada disso teria feito, porque se mostrou sempre avesso a esses avanços, eu não tenho qualquer dúvida. E você, que se diz de esquerda, o que vai fazer, vai procurar os sapatos ou prefere cortar as pernas?
Também nos Estados Unidos, no início da década de oitenta do século passado muitas pessoas de esquerda, liberais e progressistas, desiludidas com os democratas e desconfiadas de um candidata pífio, o evangélico Jimmy Carter, não só não se envolveram na campanha presidencial nem tentaram influenciar a opinião pública como resolveram não votar e o resultado foi a ascensão do execrável Ronald Reagan que esteve oito anos no poder e que procurou por todos os meios destruir as conquistas obtidas com tanto esforço nas décadas anteriores, alem de que criou condições para a direita religiosa fundamentalista se instalar nos bastidores do poder.
Por isso, hoje, o meu apelo é para que se vote em Dilma Rousseff, a candidata que oferece melhores garantias de governar promovendo medidas progressista que irão permitir avanços significativos

