sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A inveja do pénis e o destino das mulheres


Freud, malgrado toda a genialidade que temos de lhe reconhecer, era um homem do seu tempo, nascido e educado na era vitoriana, e um oponente determinado da emancipação das mulheres.
Uma das suas teorias,amplamente divulgada, foi a teoria da inveja do pénis, segundo a qual as meninas, ao constatarem a inferioridade do seu aparelho sexual, passavam a alimentar o sentimento de inveja do órgão sexual masculino. Essa inveja só seria ultrapassada através de um mecanismo compensatório que implicava necessariamente o casamento e a maternidade, com o nascimento de um filho.
Esta teoria explicava assim por que o casamento era tão necessário para as mulheres e o que era ainda mais importante, permitia atribuir o estatuto de anormalidade àquelas que se atrevessem a desdenhá-lo e perseguissem um estilo de vida que lhes garantisse independência e autonomia. A inveja do pénis servia para apresentar as reivindicações das mulheres como um comportamento profundamente desajustado, como uma resposta ressentida ao seu status, naturalmente inferior ao dos homens:

“Aceitar a inveja do pénis como inevitável já era suficientemente mau para uma mulher. Não a aceitar era pior. Se tentasse compensar a falta desse órgão, imitando a vida ou as ambições de um homem, então ela ficaria refém de uma «masculinidade complexa», condenada a uma vida de imaturidade sexual e de frustração.»

Não se queria entender, melhor, não convinha entender, que não era o pénis que as mulheres invejavam, mas sim os privilégios que este simbolicamente representava; desse modo, a teoria freudiana correspondeu, no domínio sexual, á reacção conservadora que mais generalizadamente atingia a sociedade .

Claro que a teoria da inveja do pénis era uma fantasia interessante, mas uma fantasia, e, aplicando a metodologia psicanalítica ao próprio autor, pode-se suspeitar que serviu para aplacar angústias e temores do próprio Freud. Sabemos que muitas das pacientes por ele tratadas relatavam casos de abuso sexual na infância por progenitores masculinos, sabemos de uma história de contornos algo escabrosos para a época que envolvia o próprio pai de Freud, conhecemos a sua moralidade rígida, vestígio de educação vitoriana, e podemos também imaginar o desconforto que esses relatos e essa história haviam de produzir nele e como havia de parecer tão lógico atribuir às próprias pacientes fantasias de abusos resultantes de um inconsciente em que procuravam seduzir a figura paterna, por inveja do pénis, atribuindo de seguida aos pais, homens respeitáveis e de reputação impoluta, como Freud devia considerar, aquilo que tinham desejado inconscientemente, mas que rejeitavam ao nível da consciência. Num caso por ele analisado de uma paciente, o caso de Dora, Freud interpretou as queixas da paciente contra o pai como manifestação de um desejo incestuoso reprimido. O facto do pai de Dora a ter «cedido» sexualmente, quando ela tinha dezasseis anos, a um comerciante de meia-idade para conservar uma ligação ilícita que ele próprio mantinha com a mulher deste, é desvalorizado por Freud.

Assim se compreende mais uma vez que a razão é escrava das paixões e que o pensamento voluntarista nos faz perceber a realidade não como ela é mas como nós gostaríamos que fosse.

26 comentários:

  1. Prezada Adília, o velho Freud costuma ser muito mal interpretado e esse é um dos principais pontos de distorção de sua obra. Em nenhum momento Freud sugere que as meninas constatam a inferioridade de seu aparelho sexual. Freud não era um sexólogo e não tratava de genitálias, tratava de afetos e desejos (que urdem numa esfera inconsciente, sempre bom lembrar). A penisneid é um modo de dizer que a menina (assim como o menino) reconhecem no falo (não no pênis) o representante daquilo que pode deter a mãe em seu desejo de abocanhar a cria. As consequências representacionais são contingentes. Não há na teoria freudiana uma hierarquização de homem e mulher.
    Pedro - lituraterre.wordpress.com

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    1. Pedro como o falo que é uma palavra derivada do latim que significa órgão sexual masculino, não significa pênis em Freud? Me parece confuso que Freud utilize uma palavra, que já tem um significado prévio, para dizer de outra coisa, que não a esse significado. Mais confuso ainda é Freud ter tanto conhecimento em latim e querer utilizar esse termo com outro sentido... ou ele utilizou outro termo e isso é um erro de tradução... e se for porque se segue traduzindo desta maneira? Realmente gostaria que me explicasse porque muitos psicanalistas falam em inveja do pênis... e é confuso entender quando nem entre pares há consenso no assunto... O que eu acho estranho são interpretações das interpretações de Freud... Quando me parece que se ele utiliza uma palavra com determinado significado é isso que ele quer dizer... Se puder me explicar isso agradeço.

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  2. Caro Pedro
    Obrigada pelo seu comentário.
    Pode ser que explicitamente na teoria freudiana não exista a hierarquização de homem e mulher como refere, mas se o pano de fundo da teoria é, como sabemos e voce parece admitir, falocentrico, então obviamente essa hierarquia está implícita.
    Independentemente das interpretações o facto é que a teoria freudiana conheceu enorme sucesso nos estados unidos na década de cinquenta e uma hipotese bastante plausível para explicar esse sucesso reside no suporte teórico que fornecia à ideologia da mística feminina, o mito então em voga para limitar a autonomia e a liberdade das mulheres.

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  3. Cara Adilia, falo não é pênis. Insisto na sua leitura inadequada da Psicanálise que também não é falocêntrica. O falo não é algo que pertence, marca ou expressa masculinidade, por essa razão mesmo que a Psicanálise fosse falocêntrica (coisa que não é) isso em nada depõe em demérito das mulheres já que o falo é um conceito abstrato que não pertence a nenhum dos gêneros. Aliás, se alguém tem alguma vantagem nessa dispita seriam as mulheres que lidam muto melhor com a não posse do falo do que os homens (que, repito, também não o têm). Não quero cometer a indelicadeza de avaliar seu conhecimento sobre Freud, mas é urgente que você reveja suas fontes. O filósofo Jacques Derrida (evidentemente quando vivo) nos alertava sempre para os modos específicos de implantação da Psicanálise em cada país que, de tão díspares, formavam uma GeoPsicanálise. A Psicanálise estadunidense nada tem a ver com aquela praticada e ensinada por Freud. A plausibilidade da Psicanálise e sua popularidade são explicadas por sua eficácia prática (de promover uma travessia pelo denso fantasma que nos constitui familiarmente) e pelo modo rigoroso como expressa o funcionamento das paisagens humanas. Dizer que a Psicanálise fez sucesso por ter corrido solta no rio da ideologia do tempo é superficial e incorreto, sobretudo porque como nenhum outro saber ela oferece ferramentas para desmontar a ideologia e dela fazer uma crítica articulada com o que está em causa em nós quando decidimos salvar o mundo. Caso você não saiba antes que a política e a filosofia, a Psicanálise aceitava mulheres em seus quadros e as principais pacientes foram mulheres: aquelas que eram entendidas como doentes mentais ou farsantes Freud as escutou, entendeu que havia algo ali a ser dito. Você emite uma opinião sobre a Psicanálise muito comum, mas igualmente inapropriada.

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  4. Caro Pedro
    Não vou sequer colocar em causa os seus conhecimentos sobre a psicanálise freudiana que você deve dominar muito melhor do que eu. Todavia já li vários textos de Freud e sobre Freud e é minha convicção de que com as interpretações – essencialistas - que propõe da sexualidade feminina prestou objectivamente um mau serviço às mulheres. Os textos a que tenho tido acesso não me deixaram dúvidas sobre isso. Você diz que a psicanálise permite desmontar ideologias mas eu entendo que logo à partida a psicanálise é precisamente um domínio do saber humano em que a afectação ideológica é indesmentível.
    O último texto que li foi um capítulo do livro de Louis Breger: Freud: Drakness in the Midst of Vision; Wiley and Sons, New York, 2000, capitulo 23: What does a woman want, p. 328/338. Este texto veio ao encontro do que eu já conhecia sobre o assunto, é escrito por um homem, não uma feminista, é relativamente recente e os créditos e autoridade de Breger não são propriamente de descartar com o argumento de visão de senso comum.

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  5. Olha, eu sou uma total leiga mas adorei a discussão e concordo com os dois pontos de vista. Acho que Freud falou mais do que viu, generalizou demais e demonstrou na sua vida pessoal que a sua teoria era incapaz de produzir harmonia até mesmo nas relações interpessoais do próprio autor e maior entendedor da psicanálise. Apesar de não entender o conceito de inveja do penis como ideologia machista e nem anti-feminista concordo que ele realmente acabou fornecendo munição para aqueles que o são. Não porque tenha tido essa intenção mas porque quem fala demais (sobre teorias as quais não pode vivenciar no espírito e na carne) da bom dia a cavalo. Acaba sendo usado para dar ar de científico a quem está apenas tentando manter o status quo de que depende. O que vocês acham?

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  6. Bem, entendo da mesma forma que o leitor Pedro.
    A Teoria da Inveja do Falo, não é um conceito, tão pouco, uma forma de trazer algum tipo de hiererquia entre homens e mulheres. É absolutamente abstrato, mas consegue explicar algo muito mais proximo de como é complexa a relação afetiva do ser humano, diante as propostas reduzidas ao individuo. A questão do Falo esta estritamente contextualizada ao Universo da simbologia do que represena o Poder, que nao esta nem com o homem sexo masculino, nem com a mulher sexo feminino. Pois o poder, na verdade não existe de fato, ele somente é uma representação ou uma sintese de tudo que possa representar a MARCA DA EXISTENCIA DO SER, por uma via, por uma condução comportamental.

    Logo, Freud não era um especie de misógino, como autora do blog sutilmente acaba que indicando, e tão pouco como a mesma tenta contextualizar que Freud, elaborou tal teoria como fruto de um pensamento social coletivo da epoca, que novamente é um equivoco.

    Se sutilmente fossemos analisar o pensamento da autora do Blog utilizando um visao do mesmo prisma qua a mesma faz, podemos então ter a sensação que a propria talvez sem perceber, acaba que fazendo um contraponto quase que parcial no sentido, de "amenizar" "descontruir" "disvirtual" o que realmente representa a Teoria da Inveja do Falo, talvez até por um pretensão incosciente de inconformidade com a proposta e o exercicio de auto analise que Freud sempre nos propoe!!!

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    1. Há controvérsias, a exemplo de Silvermann e Giddens. Dizer que Freud está sendo "mal interpretado" é o fim da picada, e me perdoem o uso da figura de linguagem aqui...Pois, no fim, o significado de falo evoca a figura masculina e pronto. Assim, a "inveja" da mulher acaba por "depender" de questões de tempo, local, cultura, etc. Falando de uma forma lúdica, a depender dessas questoes muitas mulheres nao seriam "invejosas". Mais do que realizar ou promover uma discussao entre feministas e freudianos defensores do Falo, temos que lembrar que a teoria pscinanalista de Freud, em que pese suas contribuiçoes, já está em muitas partes superada.

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  7. Pois...pois... conta-me histórias... A inveja do pénis existe, e revela-se atraves da necessidade compulsiva de culpar o homem e de o prender.

    A inveja do pénis NÃO é um mito!

    Muito mais grave que a misógenia é a misandria prevalecente na sociedade lisboeta!

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    1. Prender o homem. Prender em que sentido? Desde quando?

      Segundo a sua teoria de culpa e tentativa de aprisonamente, a vitima seria a mulher.

      A mulher é culpada desde o mito de Eva.

      E as tentativas de aprisionar as mulheres, é mesmo necessário que se explique? (Às mulheres era reservado o âmbito doméstico. Eram proibidas de estudar e trabalhar. Mulher na rua corre riscos. Eu expliquei menos entendendo que você não é ingênuo o sufiente pra não ter percebido.)

      A misoginia da nossa sociedade é uma prova CABAL que a inveja do ÚTERO é real.

      E a tentativa de inverter a situação (falando em inveja do pênis. invejar o que?) é só mais uma entre tantas que já foram postas em prática.

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  8. http://sexoprivilegiado.blogspot.pt/2012/11/homem-lider-masculinista-americano-e.html

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  9. Freud era misógino ponto final. A teoria psicanalítica é misógina ponto final. Qualquer um que tente aliviar o lado da psicanálise não tem argumentos, porque contra fatos não há argumentos.

    SE não há hierarquia na teoria do falo, então porque segundo Freud o processo sexual da menina é mais dificultoso?Porque para o menino é mais fácil? Ora, sem comentários né...

    Sou estudante de psicologia e o que mais me impressiona é que a maioria dos alunos que tomam a psicanálise como teoria são as mulheres, os homens pelo que vejo na minha turma preferem seguir o behaviourismo do Skinner. Eu sabia que mulher tinha baixo estima, só não sabia o quanto.

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    1. Bom ver uma psicóloga pensando assim. Fazer mulheres terem baixa auto estima é uma das armas do patriarcado...


      Gostaria que alguém me explicasse algo que não entendi. Como o "FALO" pode ser neutro como alguns disseram aqui? Sou leiga e não consigo enxergar a neutralidade desse conceito.
      Seria a mesma neutralidade da palavra "homem" como sinônimo de "ser humano".

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    2. Seria a mesma neutralidade da palavra "homem" como sinônimo de "ser humano"???

      É uma pergunta.

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    3. Ridiculamente favoritista.
      O processo sexual da "menina" é mais dificultoso sexualmente até em termos biológicos,porquê diabos não seria igualmente "dificultoso" em termos psicológicos?
      Somente o fato de termos a possibilidade de "hospedar" vidas em nosso ventre,sermos o primeiro contato humano de qualquer ser humano (homem ou mulher) e consequentemente a primeira influência,já difere completamente o processo sexual,que seria o começo de tudo.É mais trabalhoso pelo simples fato de que nós somos o começo de tudo,fazendo assim o nosso processo sexual ser o começo do começo de tudo.Não somos como homens nem nunca seremos.( Não ser igual não quer dizer não ser digno do mesmo respeito).

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  10. http://masculism.ca/blog/masculinisms-radicals-will-not-be-silenced/

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  11. Adília, há masculinistas i.e misóginos deixando links no seu blog. Esses ratos estão em todos os cantos mesmo.

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  12. Pois é, estou em busca da teoria da inveja do pênis para usar num trabalho, então, vim parar aqui. Sou mulher e nunca tive inveja de pênis nenhum. Daí andei lendo que Lacan chamou a atenção para o fato de que a inveja é do falo e não do pênis. Aqui neste blog, o Sr. Pedro fala o mesmo. Então fui em busca do conceito de falo que eu, inocentemente, acreditava ser sinônimo de pênis. Mas não é, falo é um símbolo representado pelo pênis ereto, mas não é o pênis. E simboliza o quê? Bom, faço aqui uma tentativa de compreensão: imagino o falo como um símbolo do desejo explícito e ativo, seja no homem seja na mulher. Os homens nascem com um órgão sexual que se comporta como um falo e, quase sempre, possuem um poder fálico. O falo é o poder/direito de penetrar e fertilizar, é o poder/direito de realizar o desejo. Por isso nós mulheres, com desejos implícitos e (culturalmente) passivos, estaríamos fadadas a um poder fálico menor. Daí a inveja. Será? Quantas não são as mulheres em Wall Street com um falo maior do que o obelisco de Washington? E quantos não são os homens sem falo nenhum? Uma coisa é certa, viver sem falo é muito ruim. Ter o poder para realizar o que se deseja é a própria vida.
    Mas Freud era um chato. Prefiro Jung.

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    1. Quanta besteira.
      Então o falo é representado por um pênis mas não é um. Parece mais não é. E representa poder. Que conveniente.
      É como dizer que a palavra homem é sinônimo de ser humano, que seria neutra.
      Não é.
      Por favor, alguma explicação mais convincente.

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    2. "Falo" representa a "fertilidade",e é simbolizado pelo genital masculino ereto.Ambos homem e mulher são férteis,por isso a Neutralidade em seu conceito.Creio que lhe é atribuido tal imagem pelo fato empírico de que o pênis tem o papel fertilizador no coito.Daí vem o tal "poder".Mas,"Falo" representa a FERTILIDADE,atribuida a ambos os sexos.Não o poder.

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  13. Acho muito boas essas discussões, mas elas têm que ser baseadas em argumentos reais. Não me acostumo a essas liberdades que as ciências humanas se permitem de usar a primeira pessoa e apresentar as coisas de um ponto de vista subjetivo. Também acho que a maioria das pessoas que comentam não conseguem se isentar de prejulgamentos. Mesmo Freud com todo o respeito que merece, principalmente por se arriscar tanto, nunca conseguiu ser totalmente isento como, aliás, sugere o texto.

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  14. Seja inveja do falo simbólicoa) ou do pênis (matéria) o fato é que Freud era misógino e sexista e construiu um arcabouço teórico para colocar as mulheres inerentemente na inferioridade sob todos os aspectos. E por isso, suas teorias a respeito das mulheres não merecem nenhum crédito, pois não são imparciais, são isso sim prejudiciais às mulheres.

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  15. Um texto interessante que tem a ver com isso https://lilaseluta.wordpress.com/2015/01/07/caroline-criado-perez-fala-sobre-judith-butler-o-que-um-falo-tem-a-ver-com-isso/

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  16. Há controvérsias, a exemplo de Silvermann e Giddens. Dizer que Freud está sendo "mal interpretado" é o fim da picada, e me perdoem o uso da figura de linguagem aqui...Pois, no fim, o significado de falo evoca a figura masculina e pronto. Assim, a "inveja" da mulher acaba por "depender" de questões de tempo, local, cultura, etc. Falando de uma forma lúdica, a depender dessas questoes muitas mulheres nao seriam "invejosas". Mais do que realizar ou promover uma discussao entre feministas e freudianos defensores do Falo, temos que lembrar que a teoria pscinanalista de Freud, em que pese suas contribuiçoes, já está em muitas partes superada.

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  17. Elas tem inveja sim, isso é nítido, só não vê quem não quer. Basta presar atenção nos discursos feministas e percebe-se facilmente que os direitos das mulheres ficam em segundo plano, o ponto principal é o ataque à tudo que se apresenta como masculino, ou seja, um ódio doentio que elas sentem. Não me venham com essa de que as mulheres sofrem e MIMIMI...me expliquem como uma menina mimada de 9 anos já se declara contra os homens?O que ela sofreu?
    Agora querem mudar até o que é fato verídico, tudo para ser mais conveniente numa estúpida guerra dos sexos, onde a mulher é vítima e o homem o opressor patriarcal....quem defende tais idéias absurdas não passa de um irresponsável.

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